O último ano tem sido excecional para os fãs de RPG, com títulos como Clair Obscur: Expedition 33 e Kingdom Come Deliverance 2 a elevarem o padrão do género. Contudo, o lançamento de The Outer Worlds 2, o novo projeto da Obsidian Entertainment, não teve o impacto que muitos esperavam, o que acabou por gerar diversas opiniões mistas entre os jogadores e profissionais da indústria.

Entre as vozes mais críticas está Daniel Vávra, diretor de Kingdom Come Deliverance 2, que partilhou recentemente a sua opinião nas redes sociais. O criador classificou The Outer Worlds 2 com 7 em 10, considerando que o jogo “não faz nada de verdadeiramente notável”. Para Vávra, a sequela não conseguiu inovar nem oferecer algo que o icónico Fallout: New Vegas, também desenvolvido pela Obsidian há mais de 15 anos, já não tivesse feito.

Vávra sublinhou ainda que, mesmo com o apoio financeiro e tecnológico da Microsoft, a produtora “não apresentou uma única mecânica nova capaz de levar a fórmula a outro nível”. O diretor defende que os RPGs devem apostar mais em simulação e não linearidade, elementos que considera essenciais para o futuro do género e que, segundo ele, são parte do sucesso de Kingdom Come Deliverance 2.

As críticas de Vávra refletem uma preocupação mais ampla sobre a falta de risco criativo na indústria. Muitos estúdios têm optado por experiências mais seguras e polidas, em detrimento da inovação. Ainda assim, o diretor acredita que a Obsidian pode recuperar o seu estatuto de referência, desde que volte a apostar em ideias ousadas e mecânicas verdadeiramente transformadoras.

Kingdom Come Deliverance 2 Dev on The Outer Worlds 2 From Obsidian Imagem via X