Dois jogos portugueses foram vistos por dezenas de milhares de pessoas na maior Gamescom de sempre
- por Jorge Loureiro
- 2 de setembro, 2026
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A Gamescom 2026 foi a maior edição de sempre do evento, com 368 000 visitantes, 1743 empresas de 66 países e uma área de exposição de 233 000 m² completamente esgotada. No meio de tudo isso, dois jogos feitos em Portugal marcaram presença na Indie Arena Booth, uma das zonas mais concorridas de toda a feira.
Hell Maiden, da Astral Shift, e Hanno: A Magical Tale, da One Way Eleven, representaram Portugal na banca internacional dedicada a jogos independentes, que este ano reuniu 197 produtores de 41 países.
Segundo Diogo Rato, director executivo da APVP, as estimativas são que dezenas de milhares de pessoas passaram pelos booths dos dois jogos portugueses ao longo da semana, um número que faz sentido tendo em conta que a zona indie é uma das mais concorridas da Gamescom, e que o evento recebeu 445 000 visitantes no total.
Hell Maiden, jogo português no topo do mundo
Para a Astral Shift, a presença na Gamescom aconteceu num momento significativo.
O Hell Maiden foi lançado em Early Access a 16 de julho, menos de dois meses antes do evento, e entrou no top 100 de vendas mundiais na primeira semana; uma conquista com significado especial por ser o primeiro projeto financiado pelo próprio estúdio.
Estar na Indie Arena Booth este ano tem um significado muito especial para a Astral Shift", partilhou João Caetano, CEO do estúdio. "Ver o jogo chegar ao top 100 de vendas mundiais durante a primeira semana foi uma validação incrível. Assumir o controlo total da propriedade intelectual e a relação direta com a nossa comunidade foi a melhor decisão que poderíamos ter tomado. Apresentar o jogo na Gamescom a dezenas de milhares de jogadores e ver este entusiasmo de perto dá-nos toda a confiança para o futuro do estúdio."
Hanno fica em 2.º lugar no FYNG Indie Award

Crédito da imagem: APVP
A One Way Eleven, estúdio da Madeira, regressou à Gamescom pelo terceiro ano consecutivo com Hanno: A Magical Tale e saiu com um prémio nas mãos.
Alcançar o 2.º lugar como finalistas do FYNG Indie Award com o Hanno: A Magical Tale é um momento de enorme orgulho para toda a equipa e a validação de toda a paixão que temos depositado neste projeto", disse Miguel Campos, CEO da One Way Eleven. "A Gamescom continua a ser uma plataforma essencial para partilharmos a nossa visão diretamente com os jogadores e com a comunidade global."
Para além dos dois jogos na Indie Arena Booth, Portugal marcou presença pela terceira vez consecutiva na zona de negócios da Gamescom com um pavilhão próprio, cofinanciado pelo consórcio eGames Lab. O pavilhão reuniu estúdios da Região Autónoma da Madeira, diversas empresas da APVP e uma representação do Mestrado Europeu REPLAY da Universidade Lusófona.
A presença portuguesa na maior Gamescom de sempre é um sinal claro de que a indústria nacional de videojogos continua a crescer.
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Jorge Loureiro
O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.



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