A recepção inicial a Horizon: Steel Frontiers tem sido marcada por opiniões divididas. Enquanto muitos fãs mostram-se entusiasmados com a expansão do universo Horizon para um MMORPG, a decisão de lançá-lo exclusivamente para dispositivos móveis tem gerado frustração. A ausência de uma versão para PS5, em particular, tem sido um ponto de discórdia entre jogadores que esperavam uma experiência mais tradicional na consola.

Durante o evento G-Star 2025, a NCSoft esclareceu parte das razões por trás desta abordagem, revelando que o projeto faz uso intensivo de ferramentas de inteligência artificial. Segundo os produtores, a tecnologia está presente em praticamente todas as etapas do desenvolvimento, desde programação até à criação artística. A equipa da Guerrilla Games, detentora da propriedade intelectual, teria sido a mais entusiasta na adoção de IA, dando à NCSoft total liberdade para avançar com estes métodos.

O executivo Lee Seong-Gu explicou que a utilização massiva de IA não apenas acelera o processo de produção como reflete uma tendência crescente na indústria. Outros grandes nomes do setor já caminham na mesma direção, como a Square Enix, que anunciou planos para substituir grande parte da sua equipa de QA por sistemas automatizados. Para Seong-Gu, a integração de IA está rapidamente a transformar-se num padrão comum no desenvolvimento de videojogos.

Esta postura também reforça rumores anteriores de que a Sony estaria a explorar formas de aproveitar inteligência artificial para tornar o desenvolvimento mais eficiente. Com uma fatia significativa dos jogos recentes em plataformas como a Steam já a recorrer a IA generativa, Horizon: Steel Frontiers surge como mais um exemplo de como o setor está a mudar. Apesar das controvérsias sobre a exclusividade mobile, o MMORPG destaca-se como um indicador claro do rumo tecnológico que a indústria está a tomar.