O uso de inteligência artificial nos videojogos continua a ser tema de debate. Enquanto editoras como a Capcom já afirmaram que estão a usar IA para acelerar o processo de desenvolvimento, reduzindo o tempo que os videojogos demoram a estar concluídos, outras editoras como a Paramount Games não estão tão seguras quanto a isso.

Shawn Kittelsen, vice-presidente e líder criativo da Paramount Games, foi entrevistado recentemente, a propósito de novos jogos como Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, e sobre o uso da inteligência artificial, deixou claro que agrada aos investidores, no entanto, em efeitos práticos, o seu uso pode não ser tão eficaz.

Seria fácil ganhar pontos com os investidores e dizer 'Sim, vamos usar IA para fazer tudo maios rápido, mais barto e melhor. Mas estas ferramentas ainda não atingiram o ponto de maturidade para podermos dizer que ajudam a poupar. Por um lado, embora existam talvez propriedades acelerativas no código que podemos alcanaçar hoje com a IA, a produção de conteúdo e a sua geração não estão a andar assim tão rápido, e certamente não estão a melhorar a qualidade do conteúdo que podemos criar. Queremos mãos humanas a criar os nossos produtos".

O objetivo da Paramount com a sua nova divisão de jogos é criar jogos de fãs para os fãs. E por isso, Kittelsen está reticente em relação ao uso de IA, questionando: "quem toma as decisões sobre o que é divertido? O computador? O computador cresceu a colecionar figuras das Tartarugas Ninja? E livros de banda desenhada? E a sonhar andar de skate nos esgotos? Não."

O argumento de Kittelsen é legítimo. Apesar da IA ter a capacidade para acelerar e resolver rapidamente tarefas repetitivas e aborrecidas para humanos, ainda não provou que consegue substituir a criatividade e poder de decisão dos humanos em áreas criativas.

Fonte: The Game Business