Entre 27 para 28 de janeiro, a tempestade Kristin, marcada vento extremo, chuva intensa e cheias em várias zonas do país, afetou a vida de vários portugueses, sobretudo na região de Leiria, a zona mais afetada do país e que continua, meses depois do ocorrido, a tentar recuperar do rasto de destruição.

Ainda há quem não tenha acesso à Internet em casa, e embora os videojogos pareçam uma questão secundária no grande plano, este utilizador, que publicou a sua história no Reddit, está a sofrer uma consequência inesperada. A Sony recusa-se a suspender a sua subscrição anual ao PS Plus.

Para contextualizar, ao contrário de plataformas como a Netflix, onde o modelo de negócio assenta em pagamentos mensais, o PS Plus incentiva o pagamento de anuidades completas, ficando mais barato do que subscrever mensalmente, deixando este utilizador sem margem de manobra.

Apesar de ter entrado em contacto com o suporte da PlayStation e exposto a situação, foi-lhe dito que não existe "opção disponível para prolongar, pausar ou ajustar a subscrição com base nesta circunstância". Uma postura que contrasta com o histórico da empresa. No passado, a PlayStation já abriu exceções semelhantes, prolongando gratuitamente o serviço a jogadores do Texas e da Florida que foram afetados por desastres naturais.

Em declarações ao Geekinout.pt por mensagem privada, o utilizador revelou que é de uma das regiões mais afetadas de Leiria, onde o governo de Portugal decretou Estado de Calamidade. Disse também que não quer prejudicar a PlayStation e que gostaria de saber se existem mais utilizadores do PS Plus nesta situação, em que não podem dar uso à sua subscrição.

Fica a questão: será que, para a PlayStation, os utilizadores de Portugal valem menos do que os dos Estados Unidos?