A discussão sobre o impacto da inteligência artificial no desenvolvimento de videojogos tem sido intensa nos últimos meses. Yoko Taro, conhecido pelo seu trabalho em Nier: Automata, também deu a sua opinião sobre o assunto.

Durante a divulgação do seu novo projeto Hundred Line, numa entrevista concedida à Famitsu, Taro mostrou a sua visão sobre o futuro da indústria dos videojogos e a evolução da inteligência artificial, onde acabou por confessar que o uso da mesma poderá levar à extinção da profissão de vários criadores de jogos dentro de cinquenta anos.

Ao acreditar que a IA será capaz de substituir totalmente o trabalho humano na criação de narrativas e experiências interativas, o diretor japonês mencionou que tecnologia está a caminhar para um ponto em que não será mais necessário imitar o estilo dos autores favoritos com máquinas capazes de gerar histórias personalizadas para cada jogador, e de interpretar os gostos de cada utilizador ou até mesmo criar ramificações narrativas dinâmicas.

Contudo, a sua opinião acaba por ser controversa em comparação a outros profissionais, como Daniel Vávra (Kingdom Come: Deliverance 2) e Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, onde veem na IA uma oportunidade para agilizar a produção e dar vida a mais projetos ou até mesmo gerar mais empregos em vez de os eliminar. Para ambos, a tecnologia pode libertar os criadores das tarefas mais técnicas e demoradas, permitindo um foco maior na criatividade.

Já o realizador Josef Fares (It Takes Two) admite sentir-se dividido e considera que o avanço da IA é "emocionante e assustador" ao mesmo tempo. No entanto defende que os profissionais devem aprender a integrar a tecnologia nos seus processos criativos.

Embora existam diferentes perspectivas, é incontestável que a inteligência artificial já está a transformar a forma como se criam videojogos.