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Capitão América: Admirável Mundo Novo (crítica) | De admirável tem pouco

Crédito da imagem: Marvel Studios / Disney

Capitão América: Admirável Mundo Novo carrega um fardo tão pesado quanto o próprio Sam Wilson (Anthony Mackie) no filme. Este não é apenas o primeiro filme da Marvel a focar-se na personagem após Avengers: Endgame—onde Steve Rogers (Chris Evans) passou o icónico escudo de Vibranium para Wilson—mas também uma tentativa da Marvel de preencher o vazio deixado por aquela que muitos consideram a era de ouro do seu universo cinematográfico.

Desde Endgame, é inegável que o MCU tem lutado para alcançar os mesmos patamares de popularidade e impacto que marcaram a sua primeira década. Apesar de esforços para expandir a narrativa com novos personagens e histórias, vários filmes têm falhado em capturar o mesmo charme e apelo dos seus antecessores. Deste modo, tanto Anthony Mackie como o seu Sam Wilson enfrentam o monumental desafio de substituir dois gigantes: o Capitão América original e o carismático Chris Evans, uma figura quase unanimemente adorada pelos fãs.


Sobre Capitão América: Admirável Mundo Novo

  • Estreia em Portugal: 13 de fevereiro de 2025

  • Elenco: Anthony Mackie, Harrison Ford, Danny Ramirez

  • Realizador: Julius Onah

  • Duração: 1h58m


Infelizmente, Capitão América: Admirável Mundo Novo falha em corresponder a essas expectativas. É um filme que se desenrola sem grande entusiasmo, preso a uma narrativa previsível que, apesar das tentativas dos trailers em enganar os fãs relativamente à direção, se torna óbvia desde cedo. O filme tem quase duas horas de duração (1h 58m), mas apenas vale pela luta final, onde finalmente entrega aos fãs aquilo que pagaram para ver.

Apesar de Wilson vestir bem o papel, os escritores jogam com o poder da personagem ao seu belo prazer para encaixar nas necessidades narrativas. Uma das coisas mais frustrantes do filme é como Wilson (que nunca chegou a tomar o soro super-humano) tanto está vulnerável num combate – porque afinal, continua a ser humano, apesar da sua armadura e asas – como na cena seguinte é capaz aguentar a uma pancada que nenhum humano sobreviveria.

Em grande parte, Capitão América: Admirável Mundo Novo deixa a impressão de ser um filme lançado apenas para "picar o ponto" no calendário de 2025 da Marvel. Parece mais preocupado em resolver pontas soltas de narrativas passadas e em preparar terreno para futuros projetos no MCU do que em se destacar como uma experiência cinematográfica única e memorável. Portanto, o filme de admirável tem pouco. Se isto é uma amostra do que a Marvel Studios tem para oferecer nos próximos meses, então diminuam as expectativas.

Lê também: Capitão América Admirável Mundo Novo tem cena pós créditos?

Até os próprios efeitos especiais – que normalmente são destaque neste tipo de filmes, não parecem tão “especiais” comparativamente ao que a Marvel Studios entregou no seu auge. Isto não quer dizer que são maus, longe disso, mas nota-se artificialidade em vários momentos. Quanto às prestações dos atores, a vasta experiência de Harrison Ford, que veste o papel de General Ross, é notável. Apesar de não ser a personagem principal, é de longe a melhor prestação.

Este é o símbolo para jogos, filmes ou produtos assim-assim. Têm tanto de bom como de mau. Ainda podes gostar e desfrutar deles, se estiveres disposto a ignorar certas coisas.

Veredicto

Em grande parte, Capitão América: Admirável Mundo Novo deixa a impressão de ser um filme lançado apenas para "picar o ponto" no calendário de 2025 da Marvel. Parece mais preocupado em resolver pontas soltas de narrativas passadas e em preparar terreno para futuros projetos no MCU do que em se destacar como uma experiência cinematográfica única e memorável. Portanto, o filme de admirável tem pouco. Se isto é uma amostra do que a Marvel Studios tem para oferecer nos próximos meses, então diminuam as expectativas. "

Autor

Jorge Loureiro
Fundador da GeekinOut

O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.