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Experimentámos Marvel Tokon Fighting Souls: Simples à superfície, profundo por dentro

Marvel Tokon Fighting Souls hands on
Crédito da imagem: PlayStation

A convite da PlayStation, tive recentemente a oportunidade de experimentar Marvel Tokon Fighting Souls, um novo jogo de luta com heróis e vilões da Marvel, com lançamento agendado para 6 de agosto no PC e PlayStation 5.

O jogo está a ser desenvolvido pelos mestres da Arc System Works – e sim, usei a palavra certa. Este estúdio japonês é um dos mais experientes do mundo no que toca a jogos de luta, com um currículo que inclui Guilty Gear, BlazBlue e, talvez a sua obra mais conhecida, Dragon Ball FighterZ, o único jogo baseado no anime respeitado e incluído na cena competitiva.

Mas num mercado já tão preenchido, o que é que Marvel Tokon Fighting Souls traz de diferente? E como se compara a investidas anteriores, como Marvel vs. Capcom, que também trouxeram o universo da Marvel para os jogos de luta?

Um jogo de luta para casuais e hardcore

Apesar de não reinventar a roda, Marvel Tokon Fighting Souls tem as suas particularidades e oferece um sistema de combate com bastante profundidade, mas com simplicidade suficiente para que até quem não tem experiência em jogos de luta consiga divertir-se.

E acho isto extremamente importante. Os jogos de luta são complexos e intimidantes, mesmo para jogadores experientes. Baixar a barreira de entrada, mantendo ao mesmo tempo complexidade suficiente para satisfazer os melhores jogadores, é o equilíbrio ideal. Marvel Tokon Fighting Souls consegue isso às mil maravilhas, e arrisco dizer que vai ter o mesmo efeito que Dragon Ball FighterZ: apelar a todo o tipo de jogadores.

A versão que tive oportunidade de experimentar incluía apenas o modo VS, com seis cenários, e as seguintes personagens:

  • Doctor Doom, Magneto, Captain América, Black Panther, Peni Parker, Spider-Man, Star-Lord, Ms. Marvel, Danger, Wolverine, Magik, Storm e Ghost Rider.

Ou seja, as adições anunciadas recentemente – Blade, Deadpool e Loki – ainda não estavam disponíveis nesta versão. Mas isso não impediu que me divertisse. É daqueles jogos que te conquista em pouco tempo: visuais coloridos em estilo de banda desenhada que captam o espírito do universo Marvel, jogabilidade rápida e responsiva, e um leque de personagens variado, que promete continuar a crescer após o lançamento, com DLCs já confirmados.

Como funciona? O que há de diferente?

Marvel Tokon Fighting Souls funciona da seguinte forma: são cinco rondas, e ganha quem chegar primeiro às três vitórias. E aqui já se diferete da maioria dos jogos de luta, que geralmente funcionam à melhor de três rondas.

Outra diferença importante está na barra de vida. Ao contrário de outros jogos de luta em equipa, como Marvel vs. Capcom onde cada personagem tinha uma barra individual, aqui existe uma barra de vida universal partilhada por toda a equipa. Ou seja, cada partida vai acabar mais rápido e não existe tanta margem para recuperar.

No esquema de botões há também algumas particularidades: existe um botão dedicado à habilidade única de cada personagem (R1) e outro (X) dedicado à funcionalidade Assemble, basicamente para chamar os aliados, com um piscar de olho simpático aos Avengers. A funcionalidade Assemble tem uma barra dedicada, o que impede que abuses da ajuda dos companheiros. Existe ainda uma segunda barra, na parte inferior do ecrã, para executar ataques especiais, incluindo Ataques Ultimate, que custam 150 pontos da gauge.

Por fim, apesar de escolheres quatro personagens para a tua equipa no início, nem todas estão disponíveis de imediato. É preciso realizar determinadas ações durante as partidas para desbloquear a terceira e a quarta personagem, sendo que a segunda está sempre disponível desde o início. A ideia é aumentar o espetáculo e as possibilidades à medida que te aproximas da ronda final.

Tal como em FighterZ, há auto-combos

Depois de me habituar às mecânicas e ao esquema de controlos — o que demorou cerca de 30 minutos, para ser honesto — Marvel Tokon Fighting Souls flui maravilhosamente. Tem muito eye candy visual e a forma como os combos se encadeiam não é difícil de perceber, apesar de existir sempre o desafio de execução de carregar nos botões e direções certas.

Para os jogadores casuais que não se queiram complicar, o jogo tem vários auto-combos. Se jogaste FighterZ, vais perceber que isto é uma herança direta: existem três possibilidades de combos automáticos, carregando no botão de ataque leve (L), médio (M) ou pesado (H). Dito isto, num jogo tão rápido e complexo como este, estes combos automáticos dificilmente garantem vitória.

Passei cerca de uma hora a jogar e as minhas impressões são altamente positivas, com a Arc System Works a provar, mais uma vez, que sabe fazer jogos de luta cativantes, simultaneamente simples e profundos, com pequenos twists que os distinguem dos restantes jogos do género. Se gostas de jogos de luta ou simplesmente do universo Marvel, mantém este debaixo de olho.

Autor

Jorge Loureiro
Fundador da GeekinOut

O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.