Pokémon Pokopia Expansion Pass: Bubbly Basin (análise) | Dose subaquática de diversão
- por Pedro Gomes
- 11 de agosto, 2026
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Pokémon Pokopia causou um autêntico furor após o seu lançamento no início do ano, servindo para muitos como o motivo para adquirir a Switch 2 devido à sua experiência viciante e aconchegante, com o acréscimo de estar repleta das criaturas favoritas de muitos. Este título chegou até a convencer jogadores que não são adeptos do género cozy, como é o meu caso, algo que se refletiu na minha análise bem positiva à experiência base.
Aproveitando o sucesso e a demanda por mais conteúdo num jogo que já estava carregado dele, o Expansion Pass foi um anúncio que todos antecipavam. Dividindo a diversão adicional em 3 partes que vão ser lançadas ao longo de vários meses, a primeira dessas está agora disponível para detentores da expansão paga – a Bubbly Basin.
Com um novo bioma expansivo para explorar e uma zona repleta de Pokémon para descobrir num novo ecossistema a precisar de ser recuperado, falta saber se esta diversão debaixo do mar é um possível bom espelho de água para o restante material que ainda aí vem.
Versão testada: Nintendo Switch 2
Compra o Expansion Pass de Pokémon Pokopia por 32.99 €
Uma visita a nado a Cerulean City
Para desbloquear acesso à nova zona, vai ser preciso a ajuda do Manaphy. Este Pokémon mítico deu à costa numa ilha que apareceu do nada em Bleak Beach e vai ser com ele que vamos aprender uma nova habilidade para juntar ao já extenso arsenal de ferramentas do nosso Ditto – a capacidade de mergulhar na água, algo que até agora resultava em afogamentos. De mencionar que tudo que escrevi até agora, está incluído no conteúdo gratuito incluído na atualização 2.0, por isso não precisas de ter adquirido o DLC.

Imagem capturada por Geekinout.pt
Para quem tiver o passe, após ter aprendido a mergulhar, um Popplio triste irá aparecer junto ao Pokémon Center da zona a pedir ajuda para conseguir recuperar o brilho da sua casa subaquática, que é onde o verdadeiro conteúdo da expansão começa. Ao colocar um novo portão debaixo de água, é por aqui que temos acesso à afundada Cerulean City, agora apelidada de Bubbly Basin.
Logo ao visitar esta nova zona, é possível observar a larga extensão de área disponível. Com vários túneis logo na zona principal que levam o jogador a diversos sítios, uma zona central que vai servir como um dos lares iniciais para os amigos do Popplio começaram a aparecer, ruínas das habitações que outrora preencheram a cidade e locais nas profundezas do mar onde a visibilidade é bem reduzida. Este pareceu-me ser dos maiores locais principais disponíveis no jogo, oferecendo imensos sítios oportunos para construir as novas estruturas que foram adicionadas, algumas das quais são verdadeiramente colossais.
Novas criaturas e novos controlos
Como grande parte da zona está afundada, com a exceção de algumas bolhas de ar e pequenas ilhas que se conseguiram manter acima da linha de água, as criaturas que aqui residem são maioritariamente de água, ainda que existam algumas de outros tipos que também se dão bem neste bioma mais encharcado, como o Stunfisk. Com habilidades que vão permitir tirar o máximo proveito de pérolas encrustadas em lixo ou que permitem embarcar em verdadeiras caças ao tesouro, cada descoberta não só me trouxe felicidade ao restabelecer a vida neste local, como mantiveram a sensação de que este é um verdadeiro trabalho de equipa entre mim e os habitantes da Bubbly Basin.
Já para não falar que, se achavas que o Pokédex deste título estava com falta deste tipo, aqui habitam 50 novas entradas, complementando de forma ainda melhor uma coleção já sólida de Pokémon disponíveis no jogo base.
Também devido à localização subaquática deste local, os nossos movimentos são todos feitos a nado, permitindo que o Ditto se desloque em todas as direções. Isto tem os seus benefícios, já que passa a haver uma maior verticalidade do local em si, mas também traz consigo algumas frustrações. Os controlos são um bocado rígidos e muitas das vezes queria mergulhar para a água e imediatamente começar a descender, resultando em aberturas por engano do meu inventário, já que o botão é partilhado.

Imagem capturada por Geekinout.pt
A construção por blocos é igualmente um bocado difícil de se ambientar, principalmente quando queres apontar o sítio onde queres largar um bloco de forma precisa enquanto também precisas de mergulhar mais fundo para chegar a onde queres. Também o facto de os blocos ficarem a flutuar de forma estática na água em vez de caírem ao chão como acontece em situações normais, as habituais aspirações do terreno tornam-se um bocado mais demoradas e chatas de executar.
Ainda assim, na sua generalidade esta nova mecânica acrescenta imenso charme a este novo bioma e torna-o verdadeiramente único perante o que veio anteriormente, seja em termos visuais e de jogabilidade em certa medida.
Uma diversão familiar
Uma das críticas que tinha apontado ao jogo base foi a estrutura repetitiva da jogabilidade em termos de missões principais: algo que aqui se volta a repetir.
A Bubbly Basin apresenta o mesmo tipo de missões que já me tinham deixado um pouco cansado nas restantes zonas: voltando a pedir para reconstruir o Pokécenter, para aumentar o nível do ambiente e para criar os diversos habitats de forma a que os Pokémon voltem a popular este local desolado. Igualmente, os tempos de construção e outras atividades que envolvem tempos de espera voltaram, continuando a criar bloqueios constantes a um conteúdo principal que consegui concluir em cerca de 4-5 horas, algo que seria bem mais célere se não houvessem estes constrangimentos.

Imagem capturada por Geekinout.pt
Percebo que as missões principais sejam um método de guiar o jogador nos momentos iniciais de forma a desbloquear de forma mais intuitiva as várias ferramentas para construir locais mais esplendorosos, mas a sensação de familiaridade e repetição não deixa de se fazer sentir, carecendo de uma fórmula alternativa de criar este fio condutor até ao ponto em que há uma liberdade por inteiro da nossa criatividade.
Ainda assim, apesar de tudo isto, esta enorme zona é um ótimo e enorme recreio onde podes construir um mundo para ti e para os teus parceiros. As novas estruturas bem estilosas, todos os novos materiais, os novos Pokémon para desbloquear, os segredos escondidos e itens com os quais podes preencher os teus habitats, são motivos que te darão muitas mais horas adicionais de diversão.
Prós:
Nova zona expansiva para explorar e reconstruir que replica a qualidade do jogo base;
50 novos Pokémon para descobrir;
Imensos novos blocos, estruturas e itens para desbloquear;
Vários segredos por descobrir.
Contras:
Tempos de espera e estrutura repetitiva das missões principais;
Algumas frustrações com as mecânicas subaquáticas.
Sensação de familiaridade em relação ao restante conteúdo.
O código do Expansion Pass para realizar esta análise foi oferecido por Nintendo Portugal.
8/10
Veredicto
A primeira parte do Expansion Pass, a Bubbly Basin, é uma forte entrada para um conjunto de três atualizações de conteúdo que prometem revitalizar o charmoso mundo de Pokopia. Com uma nova zona por descobrir, que mantém o nível de qualidade do conteúdo presente do jogo base, 50 novos Pokémon por descobrir e muito mais neste local subaquático, aqui podes encontrar um novo recreio e imensas possibilidades para dar azo à tua imaginação. Contudo, considerando o preço pedido pelo conjunto completo e sem a opção de compras individuais de cada parte, recomendo-te a seres paciente e esperar pelo resto do Pass até tomares a tua decisão, ainda que haja aqui bastante qualidade em exposição.
Pedro Gomes
Um verdadeiro amante de videojogos desde muito cedo e sendo o seu hobby preferido sempre, o Pedro tenta agora, como um adulto irresponsável, arranjar tempo para uma jogatana quando os seus dois demónios peludos favoritos o permitem.
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