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Razer Raiju V3 Pro review: o comando que supera o DualSense Edge

Razer Raiju V3 Pro análise
Crédito da imagem: Geekinout.pt

Quem joga regularmente títulos competitivos sabe que qualquer pequena vantagem pode fazer a diferença. Seja na precisão dos movimentos, na rapidez de reação ou no conforto durante longas sessões, os acessórios certos podem ter um impacto real no desempenho.

Nas consolas, isso traduz-se muitas vezes na procura por comandos profissionais, modelos mais completos, com opções de personalização e funcionalidades pensadas para jogadores mais exigentes.

A procura por este tipo de equipamentos é tão grande que, nesta geração, a própria PlayStation lançou o seu comando “pro”, o DualSense Edge. Trata-se de uma versão mais avançada, e significativamente mais cara, do comando padrão da consola, que permite ajustar perfis, trocar analógicos e adaptar a experiência ao estilo de cada jogador.

No entanto, mesmo com um preço a rondar os 219 euros, o DualSense Edge não está imune a um dos problemas mais comuns dos comandos modernos: o drift. Este fenómeno faz com que o analógico registe movimento mesmo quando está parado, algo que pode surgir com o desgaste natural após muitas horas de utilização.

A PlayStation vende módulos de substituição, mas custam 24,99 euros cada um. Ora, num comando com um preço já elevado, isto torna-se difícil de engolir. É neste contexto que surgem alternativas como o novo Razer Raiju V3 Pro.

Por que razão o Raiju V3 Pro é melhor

Detalhe frontal do comando Razer Raiju V3 Pro branco mostrando D-Pad flutuante e analógico direito.Crédito da imagem: Geekinout.pt

Um dos grandes destaques do Razer Raiju V3 Pro está na utilização de tecnologias mais recentes nos componentes principais do comando.

Os analógicos recorrem a sensores TMR (tunneling magnetoresistance), enquanto os gatilhos utilizam sensores com Hall Effect. Na prática, isto significa que o registo dos movimentos deixa de depender de contacto físico tradicional entre peças, passando a ser feito através de leitura magnética.

A principal vantagem é a maior precisão e durabilidade, já que o desgaste mecânico é muito menor ao longo do tempo. Isto reduz significativamente a probabilidade de problemas como o drift e garante uma resposta mais consistente, algo especialmente importante para quem joga de forma competitiva ou durante muitas horas seguidas.

Portanto, apesar do Raiju V3 Pro ter um preço semelhante ao Dualsense Edge (o comando da Razer é 10 euros mais barato, ficando por 209,99 euros), está equipado com tecnologia superior e que a longo prazo tem menos probabilidade de dar problemas.

Na bateria também há vantagens

Talvez não saibas isto, mas o Dualsense Edge tem uma bateria ainda mais pequena do que o Dualsense padrão. Na maioria dos casos, o comando “Pro” da PlayStation vai durar à volta de 5 horas com uma carga.

Aqui o comando da Razer está novamente em vantagem, com uma autonomia anunciada até 36 horas por carga na PlayStation 5. Na prática, isto significa menos necessidade de ligar o comando ao carregador ao longo do tempo, algo que pode contribuir para reduzir o número de ciclos de carga e, potencialmente, ajudar a preservar a saúde da bateria durante mais tempo.

Desvantagens face ao DualSense Edge

Close-up lateral do comando Razer Raiju V3 Pro branco mostrando gatilhos pretos e pega com textura antiderrapante.
Crédito da imagem: Geekinout.pt

Como é um comando third-party, o Raiju V3 Pro não consegue “acordar” a PS5. Sempre que precisares de ligar a consola, ainda vais precisar do Dualsense. A culpa aqui não é da Razer, é simplesmente uma política da PlayStation.

É um bocado frustrante, mas não é um factor eliminatório.

Outra desvantagem, isto se pretendes usar maioritariamente o Raiju V3 Pro na PS5, é que o ajuste de definições e personalização – como sensibilidade dos gatilhos e analógicos – é feita na app externa da Razer no PC, iOS ou Android.

O Dualsense Edge tem a vantagem de ter as definições integradas no próprio sistema operativo da PS5. Dito isto, no comando da Razer podes mapear botões em qualquer momento: apenas tens de ficar carregar no botão circular e botão M desejado, e quando o LED piscar, carregar no botão que queres atribuir. É fácil e rápido.

E por último, o comando da Razer não tem feedback háptico nem vibração. Isto pode ser um ponto negativo para quem quer usar o comando em jogos single-player e gosta da imersão extra que estas funcionalidades, mas para jogos competitivos? A maioria dos jogadores até desliga isso.

Ergonomia & Design

Close-up da pega texturizada do comando Razer Raiju V3 Pro com botões traseiros adicionais visíveis.
Crédito da imagem: geekinout.pt

O design do comando apresenta arestas mais arredondadas do que o DualSense, embora, em termos de dimensões gerais, não existam diferenças muito significativas entre os dois. Ainda assim, o Raiju V3 Pro destaca-se pelo revestimento em borracha texturizada nas pegas, que oferece uma aderência mais segura e confortável durante sessões de jogo prolongadas.

Na traseira, os botões adicionais M3, M4, M5 e M6 estão posicionados de forma estratégica entre as pegas e a zona posterior do comando. Esta colocação faz com que sejam extremamente fáceis e rápidos de acionar, já que ficam naturalmente alinhados com os dedos utilizados para segurar o comando.

A resposta dos botões é outro ponto forte. Tal como acontece nos botões principais, a sensação ao pressionar estes comandos adicionais é semelhante à de um clique de rato: rápida, precisa e com um feedback muito direto.

É bom para jogos de luta?

O mesmo conceito aplicado aos restantes botões foi também utilizado no D-Pad. Através da aplicação da Razer é possível configurá-lo para funcionar em 4 ou 8 direções, algo que pode fazer diferença consoante o tipo de jogo ou a preferência do jogador.

O D-Pad tem um design flutuante, ou seja, não está totalmente encaixado na estrutura do comando, e apresenta uma resposta semelhante à de um clique de rato, com atuação rápida e feedback bem definido.

Na prática, gostei bastante da experiência em Dragon Ball FighterZ. A resposta tátil e auditiva ajuda a perceber melhor cada input, enquanto a ligeira resistência inicial contribui para evitar comandos em excesso. Em jogos de luta, onde a precisão é fundamental para executar combos de forma consistente, este tipo de controlo pode fazer mesmo a diferença.

Veredicto: vale a pena o dinheiro?

Parte traseira do Razer Raiju V3 Pro White Edition evidenciando os quatro botões adicionais programáveis e o seletor de modos de ligação.
Crédito da imagem: Geekinout.pt

Apesar de algumas limitações, muitas delas impostas pela própria PlayStation aos comandos third-party,o Razer Raiju V3 Pro afirma-se como uma excelente opção para quem procura um nível de controlo mais avançado, tanto no PC como na PS5.

No conjunto, considero-o uma alternativa mais interessante do que o DualSense Edge, sobretudo pela aposta em componentes mais modernos e duráveis, algo que poderá fazer a diferença a longo prazo para quem joga com regularidade.

A maior autonomia da bateria, a resposta mais rápida dos botões e, na minha opinião, um design global mais conseguido ajudam a reforçar essa vantagem para quem joga com regularidade.

Para jogadores competitivos ou simplesmente mais exigentes, é um comando que faz realmente sentir a diferença.

Autor

Jorge Loureiro
Fundador da GeekinOut

O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.