Silver Pines pode ser a grande surpresa de terror deste ano (primeiras impressões)
- por Pedro Gomes
- 9 de junho, 2026
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Tal como tínhamos noticiado anteriormente, Silver Pines recebeu o primeiro trailer, coincidindo com o lançamento de uma demo e anúncio data de lançamento: 8 de outubro deste ano.
Este é o projeto estreante do pequeno estúdio Wych Elm, constituído por apenas cinco veteranos noruegueses e suecos que já deixaram a sua pegada noutros títulos mais sonantes como Helldivers 2 e The Darkness. Criando uma experiência metroidvania que retira outros elementos de títulos como Alan Wake, Silent Hill e Resident Evil, esta é uma experiência de exploração mais metódica e intensa, distinta de outros jogos do género que eu tenha jogado até agora.
A demo larga o jogador nos momentos iniciais da trama, tomando as rédeas de Red Walker, um investigador privado que não se lembra de onde está ou como lá chegou, mas tem um único objetivo - encontrar Eddie Velvet. Silver Pines é um local sombrio, praticamente despido de vida, onde apenas encontramos gravações automáticas sobre evacuações, lojas abandonadas e portas trancadas… mas isto é derivado a algo nefasto que se vai demonstrando ao jogador. Pouco após o começo da exploração, começamos a ser armados com uma faca para autodefesa, significando o início das hostilidades provenientes de uma criatura misteriosa que quer pôr um ponto final precoce à nossa investigação.

Imagem capturada por Geekinout.pt
Estes inimigos bípedes vão lentamente propagando todos os recantos do desolado local, mas os recursos são limitados. A nossa faca vai perdendo durabilidade e pode até partir, algo que podemos reparar com os escassos Repair Kits disponíveis, e as armas de fogo que se vão apresentando durante a demo também sofrem de uma escassez considerável de balas, pelo que a escolha acertada em alguns encontros é mesmo desviar-nos de ataques e abandonar o local com a nossa própria vida.
Outro aspeto que o jogador vai ter de controlar é a manutenção do inventário, já que este é bastante comedido e, se andares a apanhar todas as armas, balas e itens-chave que encontras pelo caminho, vais rapidamente encher os teus bolsos e ficar sem espaço para mais neles. É possível aumentar o espaço disponível e também visitar baús onde podes depositar coisas que de momento não te interessam, inspirado nas item boxes do Resident Evil, para contornar esta limitação.

Imagem capturada por Geekinout.pt
A exploração é claramente inspirada em metroidvanias, como tinha referido, mas o progresso está relacionado com a resolução de vários puzzles. Várias portas fechadas que precisam de uma chave ou de uma maçaneta perdida, ecrãs que requerem um código de ativação e locais selados por plásticos e fita-cola a que só podemos aceder após ter um objeto cortante ao nosso dispor. Não irás desbloquear duplos saltos, maneiras de trepar paredes ou dashes que passam objetos sólidos, ao contrário de outros jogos do género, pois este é um jogo muito mais realista – além das criaturas e outras ocasiões sobrenaturais que nos rodeiam – quase relembrando jogos de puzzle point-and-click.
Um dos pontos mais fortes de Silver Pines é o seu design visual. Usando o método de rotoscoping para criar as suas animações e cenários realistas como fundo para trazer o local à vida, encontras aqui uma combinação incomum de observar em videojogos que resulta de forma maravilhosa e entrega um produto final marcante. O design sonoro, em contrapartida, é mais conservador, deixando o seu setting perturbador brilhar com o silêncio quebrado pelos sons desumanos das criaturas que deambulam pelas sombras e pelos escassos residentes humanos que ainda resistem.

Imagem capturada por Geekinout.pt
As suas inspirações são claras e o estúdio não fez nada para esconder as suas escolhas, servindo como uma carta de amor a géneros distintos, com elementos que adoro neles, misturando-os numa única embalagem que tem tudo para me agradar, algo que fez com sucesso na hora e meia que passei nesta demonstração.
Com data de lançamento apontada para 8 de outubro, consegue desviar-se um pouco em termos de ter que competir pela atenção por parte dos jogadores com Wolverine, Control Resonant e Silent Hill na segunda quinzena de setembro. Ainda assim, resta saber se o mistério de Silver Pines vai conseguir atrair fãs para este bizarro novo mundo, ou se este ano já carregado de heavy hitters vai secar as carteiras e o interesse para este IP oferecido pelo pequeno estúdio. Para mim, junta-se certamente a uma das obras indie mais antecipadas do ano até agora.
Pedro Gomes
Um verdadeiro amante de videojogos desde muito cedo e sendo o seu hobby preferido sempre, o Pedro tenta agora, como um adulto irresponsável, arranjar tempo para uma jogatana quando os seus dois demónios peludos favoritos o permitem.
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