Estás em casa quentinho e relaxado, não tens nada para comer ou então não te apetece cozinhar. Pegas no telemóvel e mandas vir fast food das várias aplicações de entrega.

Todos nós já o fizemos em algum momento, mas depois de veres este novo estudo sobre os efeitos da comida ultra-processada, provavelmente terás menos vontade de voltar a fazê-lo no futuro.

A conclusão do estudo, publicado na BMJ, é simples e directa:

"Uma maior exposição a alimentos ultra-processados foi associada a um maior risco de resultados adversos para a saúde, especialmente cardiometabólicos, perturbações mentais comuns, e mortalidade."


O que é comida ultra-processada?

A categorização vem do sistema Nova, que classifica comida ultra-processada como "um grande leque de produtos prontos a comer, como snacks embalados, refrigerantes gaseificados, noodles instantâneos, e refeições prontas a comer".

Este tipo de alimentos são classificados como ultra-processados por serem "primariamente compostos por substâncias quimicamente modificadas extraídas de comida, juntamente com aditivos para aumentar o sabor, textura, aspeto, e durabilidade, com mínima ou nenhuma inclusão de alimentos integrais".

As consequências da comida ultra-processada na saúde

Já sabíamos com base em dados anteriores que a comida ultra-processada não era benéfica para a saúde. Este estudo descobriu que os efeitos são ainda mais nefastos.

As evidências apontam para um risco ainda maior de associação direta entre comida ultra-processada e risco maior de mortalidade, doenças cardiovasculares, distúrbios mentais comuns, excesso de peso e obesidade, e diabetes tipo 2.

De acordo com o estudo, a associação com estes problemas de saúde é não apenas explicada pela composição de nutrientes mais pobre e densidade de energia, mas pelas propriedades físicas e químicas associadas com os métodos de processamento industriais.

Portanto, se queres uma mente sã e corpo são, evita sempre que possível este tipo de alimentos.