Há muito tempo que apregoo o lema "vota com a carteira", e parece que esta é a única solução dos jogadores se querem ter a mínima esperança de que a Sony reverta a sua decisão de parar a produção de jogos em formato físico.

Nem o Parlamento Europeu, que no passado já obrigou marcas a alterar práticas – como forçar a Apple a adoptar o USB-C e a Nintendo a ter baterias substituíveis pelo utilizador nos seus dispositivos – tem força para levar a Sony a voltar atrás na sua decisão.

A responder às perguntas de jornalistas, Michael McGrath, comissário da proteção do consumidor, disse o seguinte sobre a situação (via Irish Mirror):

Tudo se resume a liberdades comerciais e contratuais; as companhias são livres de oferecer jogos e serviços das formas que acham mais apropriadas, desde que os direitos dos consumidores estejam inteiramente protegidos em linha com as leis nacionais e da Europa.

Apesar das declarações de McGrath, há quem questione se os direitos dos consumidores estão, de facto, a ser protegidos. Há preocupações de monopólio – dado que a PlayStation controla inteiramente o formato digital nas suas consolas através da PlayStation Store – e da preservação dos videojogos no futuro, dado que com o formato digital os consumidores podem perder acesso ao que compraram (algo que já aconteceu no passado).

Recentemente, o Parlamento Europeu também discutiu a campanha "Stop Killing Games", que juntou mais de 1 milhão de assinaturas, mas o resultado não foi ao encontro das expectativas dos jogadores. O Parlamento decidiu que vai criar uma série de guias para as editoras, mas não vai haver nenhuma lei que obrigue as editoras a seguir as recomendações do guia.