Já fico claro que a Inteligência Artificial veio para ficar e vai fazer cada vez mais parte do nosso quotidiano. E quem está no grupo da frente nessa adesão são os estudantes, de acordo com os dados oficiais da Google.

Os dados Google Trends partilhados pela Google Portugal apontam um Inteligência Artificial generativa nos últimos 12 meses em Portugal, com o pico de pesquisas dos últimos cinco anos a registar-se em março de 2026.

Nos últimos meses, verificou-se também uma súbida significativa de uso de IA nos trabalhos de casa.

Eis um resumo desses dados:

  • IA generativa: crescimento de 90% nas pesquisas nos últimos 12 meses

  • Gemini Notebook: crescimento de 340% nas pesquisas nos últimos 12 meses, atingindo o valor mais elevado em maio de 2026

  • Apontamentos e tomada de notas: crescimento de 70% nos últimos 12 meses, com máximo em fevereiro de 2026

  • Trabalhos de casa: subida de 50%, com os valores mais elevados no início de janeiro e entre março e abril

  • Agentes de IA: crescimento de 1.820% em 12 meses, com pico em maio de 2026

Este último número é o que mais diz sobre a direção para onde caminhamos.

Um Agente de IA não é apenas uma ferramenta de pesquis, é um sistema que executa tarefas de forma autónoma. O facto de as pesquisas por este conceito terem aumentado quase 20 vezes em Portugal em um ano sugere que a adoção vai muito além de "pedir ao ChatGPT para resumir um texto. ou fazer perguntas básicas do dia-a-dia.

Usar IA na escola é batota ou inevitável?

Este debate não é novo e já despoletou no passado várias polémicas. Os números da Google mostram que existe uma grande adopção da IA por todos, desde adultos até estudantes. Agora, fica a pergunta no ar: como é que as escolas e universidades se vão adaptar e reagir a isto.

Há quem questione a dependência de IA no futuro, e que não é o melhor método de aprendizagem, e também o que acontecerá a essas pessoas num cenário hipotético em que essas ferramentas deixam de estar disponíveis.