O novo filme de Resident Evil de Zack Cregger foi um sucesso de bilheteira, com mais de 100 milhões de dólares arrecadados no primeiro fim de semana a nível mundial, estabelecendo um novo recorde para adaptações de videojogos no cinema. Mas o realizador revelou um detalhe que até agora ninguém se tinha apercebido: a versão que chegou aos cinemas internacionais, incluindo Portugal, é diferente da versão americana.

Em entrevista ao podcast The Big Picture, Cregger explicou que o filme ficou concluído "talvez" duas semanas antes do lançamento, o que levou a perder o prazo de entrega do DCP internacional, o ficheiro digital enviado aos cinemas fora dos Estados Unidos.

Foi trabalho até às 23h59 de sábado porque o DCP tinha de ser enviado", disse o realizador. "A versão internacional é diferente da versão doméstica porque eu ainda precisava de fazer alterações e perdemos o prazo internacional. Há planos com que não estou satisfeito na versão internacional que ficaram melhores na versão doméstica. Foi tão à justa."

Cregger não especificou quais as diferenças concretas entre as duas versões, e é provável que a maioria dos espetadores não as consiga identificar. Os processos de pós-produção mais comuns nesta fase final são efeitos visuais e correção de cor.

Vale recordar que Cregger lançou dois filmes em pouco mais de 12 meses (o outro filme foi Weapons), o que torna o calendário de produção particularmente exigente.