GTA VI chega às lojas a 19 de novembro e, na Europa, a edição standard custa o mesmo em praticamente todo o lado: 79,99€.

Mas um preço igual não significa um esforço igual. Para perceber quanto custa realmente o jogo mais aguardado do ano a quem o compra, fizemos as contas a quantas horas de trabalho, com base no salário mínimo, são precisas para o pagar em Portugal, Espanha, França e Brasil.

Os resultados mostram bem a diferença de poder de compra entre países. Em França, onde o salário mínimo é de 12,31€ brutos por hora desde junho, bastam cerca de seis horas e meia de trabalho para comprar GTA VI. Ou seja, nem é uma jornada completa.

Em Espanha, o salário mínimo de 2026 é de 1.221€ brutos por mês, pagos em 14 vezes, o que dá cerca de 8,22€ por hora. Ou seja, um trabalhador espanhol precisa de quase dez horas para pagar o jogo.

Em Portugal, a conta é bem mais pesada. Com o salário mínimo de 920€ brutos, também pago em 14 vezes, cada hora de trabalho vale cerca de 6,19€. Resultado: são precisas quase 13 horas de trabalho para comprar GTA VI, praticamente o dobro de um trabalhador francês.

Mas o caso mais extremo é o do Brasil. Por lá, a edição standard custa R$ 449,90, e o salário mínimo é de R$ 1.621 por mês. Mesmo contando com o 13.º salário, cada hora de trabalho rende cerca de R$ 9,21, o que significa que um brasileiro precisa de quase 49 horas de trabalho para comprar o jogo. Mais de uma semana inteira de trabalho.

País

Preço de GTA VI

Salário mínimo por hora (bruto)

Horas de trabalho

França

79,99€

12,31€

cerca de 6h30

Espanha

79,99€

8,22€

cerca de 9h45

Portugal

79,99€

6,19€

cerca de 13h

Brasil

R$ 449,90

R$ 9,21

cerca de 49h

Para os jogadores portugueses, há pelo menos uma boa notícia: várias lojas nacionais costumam aplicar descontos de 15% nos grandes lançamentos. Com esse desconto, GTA VI fica por cerca de 68€, o que reduz o esforço para cerca de 11 horas de trabalho. Continua a ser muito acima de França e Espanha, mas já é uma diferença considerável.


Uma nota sobre o método: usámos sempre valores brutos e dividimos o salário anual pelas horas de trabalho de um ano a tempo inteiro, com 40 horas semanais em Portugal e Espanha e 44 no Brasil, incluindo os subsídios de férias e de Natal e o 13.º salário brasileiro, que fazem parte do rendimento anual. Em França, usámos diretamente o valor do SMIC por hora.