A convite da PlayStation, o Geekinout.pt teve a oportunidade de experimentar Marvel's Wolverine durante duas horas numa PlayStation 5 Pro. A versão jogada não é a build final, foram notadas algumas pequenas falhas de polimento que não são expectáveis na versão de lançamento.
Há jogos que, logo nos primeiros minutos, deixam claro o que são e o que querem ser. Marvel's Wolverine é um desses casos. Depois de duas horas com Logan, saí da sessão com uma ideia bastante concreta do que a Insomniac Games está a construir e, sobretudo, com vontade de continuar a jogar.
A melhor forma de descrever o jogo é esta: é como se Uncharted e Spider-Man tivessem tido um filho.
Tem a linearidade e os valores de produção cinematográficos do Uncharted, combinados com a fluidez e o sistema de combate que a Insomniac Games foi aperfeiçoando ao longo dos vários jogos de Spider-Man. Quem esperava uma revolução pode não encontrá-la aqui; mas quem procura uma experiência bem executada, fiel à personagem e com produção de alto nível vai ter exatamente isso.
Uma história original com os ingredientes certos
A narrativa de Marvel's Wolverine é uma história completamente original, desenvolvida em colaboração com a Marvel Games, mas com base no material fonte das comics. Logan, três anos depois de ter abandonado a sua equipa, é forçado a reintegrar a Team X: o grupo de mutantes com quem trabalhou no passado. O objetivo é travar Bolivar Trask, um fanático da supremacia humana que está a raptar mutantes.
A história tem todos os ingredientes que se esperam de um bom arco do Wolverine: identidade, lealdade e um passado obscuro por descobrir. É claramente diferente do que vimos até agora no cinema e aproveita bem o interesse gerado pelo MCU; a presença de Jean Grey é um detalhe que vai certamente agradar aos fãs e que sugere que a narrativa tem surpresas e ambição para além daquilo que foi mostrado nos trailers.
A demo começa mesmo no início do jogo, com o tutorial a introduzir os controlos e com Wolverine ao lado de Sabertooth e Mystique como parte da X-Team. A viagem passa por locais detalhados como o Canadá, as ruas de Tóquio e Madripoor (a nação-ilha do universo Marvel).
Combate visceral e imediatamente satisfatório
O combate é, sem dúvida, o ponto mais forte da experiência, e onde a herança da Insomniac Games é mais evidente, mas também mais justificada.
Os controlos vão ser imediatamente familiares a quem jogou Spider-Man: quadrado e triângulo para atacar, combinações entre os dois para desencadear combos, L1 para fazer parry a ataques e projéteis, e círculo para rebolar e desviar. A lógica base é a mesma, mas as animações são completamente diferentes, e é aqui que Wolverine se distancia do seu predecessor.
O jogo capta na perfeição a essência selvagem da personagem. O combate é visceral, sangrento e rápido. Torna-se banal ver membros dos inimigos a serem cortados, e a classificação M do jogo faz todo o sentido. Mais adiante na progressão, a barra de Rage (quando ativada), aumenta a força do Wolverine e, por incrível que pareça, a violência com que podemos eliminar os adversários.
Se és fã do Wolverine, a satisfação de o controlar é imediata e genuína.
Exploração linear, fórmula familiar
É importante ser claro sobre o tipo de jogo que Marvel's Wolverine é: trata-se de uma experiência completamente linear, sem liberdade de exploração. Há colecionáveis espalhados pelos cenários, nomedamente ficheiros de áudio que expandem a história e alguns objetos destrutíveis que concedem experiência. Mas fora isso, não há razão para te desviares do caminho principal.
Há também secções de stealth em que te podes esconder nas ervas altas para eliminar inimigos de forma silenciosa, embora isso não seja obrigatório. Se optares por entrar em combate direto, o jogo não te penaliza.
Na secção mais avançada que experimentámos – os produtores fizeram um salto temporal na demo para que pudéssemos ver mais do jogo dentro do tempo disponível – temos acesso a vários fatos desbloqueados, mais habilidades especiais ativadas com L2 e os botões principais do DualSense, e os Genes Modificados, que funcionam como perks personalizáveis que beneficiam o teu estilo de jogo. Existe também um sistema de progressão por níveis e uma árvore de habilidades.
A avaliação honesta é que tudo isto é muito semelhante ao que já vimos em Spider-Man. É uma fórmula que funciona bem, mas sem surpresas.
O que menos gostei: boss fight com o sentinela
Nem tudo correu da melhor forma.
A boss fight contra um Sentinela inacabado foi a parte de que gostei menos em toda a sessão. O confronto pareceu clunky e desajustado ao ritmo do resto do jogo. O tamanho do adversário, e consecutivos ataques, tornava os ataques do Wolverine difíceis de encadear de forma satisfatória, e não senti o prazer de vestir a pele da personagem que é tão evidente nos combates normais.
É uma nota isolada numa sessão maioritariamente positiva, mas espera-se que as restantes boss fights sejam mais bem concebidas.
Graficamente deslumbrante

Crédito da imagem: PlayStation
Do ponto de vista técnico e visual, Marvel's Wolverine é impressionante, especialmente na PS5 Pro. Os modelos das personagens são absurdamente detalhados, o sistema de iluminação é altamente realista e as animações são fluídas e convincentes. É o tipo de jogo cinemático pelo qual a PlayStation se tornou conhecida nas últimas gerações, e que justifica plenamente a consola que o corre.
As funcionalidades específicas da PS5 estão bem aproveitadas: o DualSense transmite a brutalidade do combate de garras de forma notável através dos gatilhos e vibração, e o áudio 3D cria uma consciência espacial genuinamente útil durante os confrontos.
Em resumo (TLDR)
Marvel's Wolverine não vai reinventar nada, pelo menos com base naquilo que joguei. É uma fórmula segura, bem executada, com valores de produção elevados e uma identidade visual e narrativa muito forte, mais sombria e brutal do que qualquer coisa que a Insomniac Games fez até agora.
Se Spider-Man foi um sucesso, não há razão para Wolverine não seguir o mesmo caminho. Acredito que vai ser mais um jogo sólido da Insomniac, com folgo para satisfazer os fãs da personagem, e da PlayStation, sem correr riscos desnecessários.
A análise completa estará disponível no Geekinout.pt antes do lançamento.
Jorge Loureiro
O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.
Sobre
Outros artigos
Marvel's Wolverine não é um jogo em mundo aberto
- 5 de junho, 2026
Marvel’s Wolverine chega à PS5 no outono de 2026
- 24 de setembro, 2025
Rumor: Wolverine chega em 2026 e spin-off de Venom continua em produção
- 15 de setembro, 2025



0 Comentários
Efetua login para comentar